O novo artigo do Pr. Antonio Lazarini Neto já está no ar no Portal Elnet: "Você se considera uma pessoa madura?". Leia um trecho:
Antes de tudo, observe as palavras do Apóstolo Paulo aos coríntios em
sua primeira carta a eles endereçada no capítulo 14, verso 20. A versão
do Almeida, conhecida como Revista e Atualizada assim traduziu:
“Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos.” Apresentando poucas, mas consideráveis diferenças, a versão chamada Revista e Corrigida propõe a seguinte tradução:
“Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia e adultos no entendimento.” A Nova Versão Internacional optou por dizer:
“Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.”O
apóstolo Paulo fez essa afirmação em meio a um emaranhado de instruções
e exortações acerca das práticas da Igreja em Corinto. Cabe-nos indagar
o que ele pretendia exatamente com tal afirmação? Precisamos recordar
que pouco antes, nesta mesma carta, Paulo já havia escrito:
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.” (1Co 13.11)
Na
língua original grega são palavras diferentes, mas que tratam do mesmo
conceito, isto é, da infantilidade, da imaturidade, do modo precoce e
infante com que podemos lidar com algumas coisas nesse contexto da vida
comunitária na Igreja!
Você se acha uma pessoa madura
espiritualmente? Percebo que não a Bíblia, mas a maneira como nos
tornamos religiosos tem levado os crentes muito mais à imaturidade do
que à maturidade! E isso tem gerado uma “casta” de gente doente, cuja
suposta fé traz mais malefícios do que benefícios. Trata-se de gente
que não sabe lidar com o que houve no passado, que busca no presente o
livramento de maldições das quais tem medo; gente que não sabe lidar
com sua própria humanidade – que se cobra demais, que espera muito dos
outros e se afunda demais cada vez que se vê diante de uma tentação ou
um pecado!
É gente, por exemplo, que se sente mal cada vez que
se esquece de orar antes de uma refeição, que se desfalece só porque
não teve tempo de ler um trecho da Bíblia durante o dia e nada consegue
fazer para melhorar sua disciplina espiritual. A Igreja parece estar
composta por um povo incapaz de entender que ser fiel a Deus não é
garantia de que tudo irá bem na vida e que explica sempre sua
instabilidade no compromisso com Deus e com sua Igreja com base nos
problemas que a vida traz de tempo em tempo!
No entanto, as palavras de Paulo nos instigam a pensar que
chegar à maturidade pessoal e espiritual depende mais de uma decisão do que de tempo.
Sua exortação àquela Igreja foi: “Não sejais meninos no juízo” (ou
entendimento, como traduziu a versão Corrigida do Almeida!). Numa
linguagem mais contemporânea que a NVI se utilizou: “Deixem de pensar
como crianças”! Trata-se de uma decisão que a pessoa toma na vida. No
capítulo 13, verso 11 isso fica muito claro:
“...quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.”
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