
Como Chegamos ao Moneycentrismo, de Ednaldo
Michellon
Quem é o agente dominante em nossa sociedade? O dinheiro ou a
natureza humana? O que evoluiu mais? Os seres humanos ou o dinheiro? Ou, quem é
o mocinho? E quem é o bandido? Em última instância, quem domina quem? Essas
perguntas são impregnadas de certezas para alguns, e de dúvidas para outros, e
colocados numa mesma obra, o dinheiro e a natureza humana, seria impossível não
ser um assunto instigante e intrigante.
Analisando a evolução do dinheiro
e a submissão da natureza humana a ele, Ednaldo Michellon propõe que a
humanidade chegou ao seu terceiro estágio – o do moneycentrismo, já que o
teocentrismo e o antropocentrismo estão problematizados como conceitos
abrangentes para explicar o movimento da humanidade nos últimos séculos,
especialmente a partir de 1989, quando as economias socialistas entraram em
grave crise existencial, e o capitalismo espraiou-se por toda a terra.
Por
sua vez, a natureza humana, tratada por muito tempo como uma espécie de
caixa-preta, é discutida e valorizada, formulando-se a idéia de que somos
formados pelo mesmo hardware, mas com diferentes softwares.
São esses e
outros insights, numa linguagem sui generis, que o leitor encontrará neste
livro, que poderá ser um divisor de águas no tratamento dessa questão, por
desnudar muitos equívocos cometidos no tratamento desses elementos, mas que não
dá mais para fugir deles, pois o mal dessa opção é muito maior do que o seu
enfrentamento.
Por isso, a tarefa de discutir essa relação nem sempre
harmoniosa e muito desafiadora, coube ao professor Ednaldo Michellon, que desde
há muito tempo, luta pelo saber eclético e pela visão de conjunto. Passou pelas
ciências da natureza, ingressou nas ciências sociais, e também colocou um pé nas
ciências humanas, especialmente pela luneta da teologia, já que conta com mais
de dez mil horas de militância no entorno teológico e mais outras milhares de
horas nos movimentos sociais.
Por último, esse livro trata de temas nos quais
as pessoas não apresentam conhecimento intuitivo espontâneo, como a genética, a
evolução e a economia, constituindo-se num desafio por si só, o que levou o
autor a sugerir o nome de Economia Política da Natureza Humana – EPNH, para essa
área de estudo.
Boa leitura!
Fonte: Grupo MK de Comunicação