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30/01/2015
Mulheres que trabalham fora

Mulheres que trabalham fora conhecem bem a dificuldade de coordenar uma agenda. Mas, apesar de todo o estresse, às vezes o excesso de atividades pode fazer bem, acredite. De acordo com um estudo feito na Grã-Betanha no último mês, mulheres que trabalham costumam ser mais saudáveis que as donas de casa. Depois de analisar dados de mulheres entre 15 e 54 anos, pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do país concluíram que a porcentagem de obesas entre as mulheres que trabalham fora era de 23%, enquanto entre as donas de casa era de 38%. Os estudiosos afirmaram que o estresse gerado pelo excesso de funções é compensado pelos benefícios a longo prazo.

Mas, apesar de estudos, nem tudo são flores na vida das mulheres que deixam suas casas para trabalhar, principalmente as que têm filhos. No Brasil do século 21, muitas mães trabalhadoras não têm com quem deixar os filhos pequenos, que acabam ficando sozinhos em casa. Esse é o caso de dona Lêda. Ela trabalha em dois lugares, que lhe rendem dois salários mínimos, cansaço e muita preocupação. “Eu saio e chego e as crianças estão dormindo. As crianças não conversam comigo, não sei como estão na escola, e isso é muito difícil. É que eles passam 16 horas sozinhos em casa e a mais velha tem só 10 anos".

Acontece que a participação da mulher no mercado de trabalho aumentou, mas algumas realidades não mudam. Assim como dona Lêda, muitas mães brasileiras saem para trabalhar todos os dias e deixam seus filhos em casa sozinhos, uma preocupação a mais. Francine, de 15 anos, e Franciele, de 12, se revezam para cuidar da irmã Juliana, de seis anos. Uma estuda de manhã, a outra à tarde. Alciléa trabalha como diarista e precisa confiar nas filhas, mas sabe que elas são apenas crianças. “Às vezes eu ligo pra casa pra saber como eles estão. Eu gostaria que meus filhos ficassem numa creche o dia todo. Minha vida é uma rotina de preocupação”.

Hoje já são quase 33 milhões de mulheres trabalhadoras. E essa realidade está, também, nas igrejas. A pastora Andrea Medeiros, do Ministério Apostólico Nova Aliança, é um exemplo disso. Além de trabalhar fora como funcionária pública, ela é dona de casa, mãe de dois filhos, faz faculdade de Direito e se dedica à obra do Senhor. Ela conhece muito bem as dificuldades enfrentadas por uma mulher que possui dupla jornada e, assim como todas as outras, declara que gostaria que o dia fosse maior para que pudesse dar conta de tantos afazeres. “Quem nunca pensou que o Senhor poderia ter feito um dia com 25 ou 26 horas? Mas o problema não está na quantidade de horas que tem o dia, e sim na quantidade de compromissos que assumimos na ilusão de sermos super-heróis ou alguma máquina”.

Na verdade, a principal dificuldade da mulher, hoje em dia, é conseguir controlar suas atividades e distribuir o seu tempo de maneira correta e saudável, o que faz com que ela se sinta sobrecarregada pelas tarefas assumidas. Segundo a pastora Sandra, na maioria das vezes, o grande motivo que leva as mulheres a este problema é o fato de não conseguirem compartilhar seus afazeres com os maridos, porque apesar de muitas já terem assumido o papel de provedoras do lar, ou seja, ajudando os maridos nas despesas, elas ainda são cobradas a dar conta das tarefas de mãe e esposa, tendo que se preocupar também com os serviços de casa.

“Na medida em que a mulher passa a ser também uma provedora, ou seja, divide as despesas com o marido, nada mais justo que este divida as tarefas do lar com ela, demonstrando, assim, amor e proteção para com sua amada. Sei que a maioria dos homens não gosta, mas o que não pode ocorrer é a sobrecarga de uma só parte. Se somos uma só carne, temos que ser em todos os sentidos. Porém, o que eu percebo é que as mulheres se deixam sobrecarregar. Educar os filhos é tarefa do casal, e não só da mulher”, declara a pastora.

Além de todas essas atribuições domésticas, outro grande motivo de preocupação para as mulheres cristãs é a dedicação às atividades da igreja e ao ministério. No caso da pastora Andrea, esta é uma tarefa árdua, mas apesar de todo o seu amor à obra de Deus, ela declara que não deixa de realizar outras atividades que considera importantes para o crescimento e bem-estar de sua família. “Precisamos estar atentos, pois dar a vida por amor a Cristo não significa negligenciar outras áreas tremendamente importantes, sem as quais nos tornamos pessoas incapazes de viver a abundância de vida prometida”. Ela ainda reforça a importância da dedicação da atenção dos pais aos filhos. “Filhos de casais com o tempo mal organizado sofrem sérias conseqüências. As crianças e jovens precisam de qualidade no tempo gasto com eles, demonstração de que há prazer em estar ali”.

Mas apesar de a Bíblia afirmar que a família é o grande ministério concedido à mulher, muitas ainda se sentem perdidas, sem entender as suas prioridades, valorizando atividades menos importantes, quando, na verdade, deveriam se preocupar em servir a Deus dentro de suas casas. A psicóloga Marluce Nery também é uma das milhares de mulheres que se desdobram para conciliar diversas tarefas. E mesmo com tantas atividades, ela dá a dica da chave para uma vida de bênçãos e realizações: ‘Focar sempre a família em primeiro lugar. Esta deve ser a atitude da mulher’.

Família saudável, mãe despreocupada
 
Sucesso profissional, dedicação extrema ao ministério, realização pessoal – tudo isso é muito bom. Mas a verdade é que se não há tranqüilidade em casa, todas as outras atividades ficam comprometidas. E como conseguir manter casa e família em ordem quando o dia é totalmente tomado por outras tarefas? É preciso buscar o auxílio de Deus para que toda a complicação se torne menos tempestuosa do que aparenta ser. ‘A mulher que tem um compromisso com Deus é iluminada pelo Senhor e administra o seu tempo de forma saudável e de maneira que possa dar atenção à casa e aos filhos, que tanto dependem dela’, afirma a psicóloga.

Quando as instruções da Bíblia prevalecem na vida do cristão, o resultado aparece. A dra. Marluce não hesita em contar suas experiências como um incentivo às mulheres que se sentem sobrecarregadas. ‘Quando a gente coloca a nossa vida no altar, as coisas fluem bem por mais cansativas que pareçam, porque não podemos parar de lutar. Falo isso por experiência própria. Para mim, não é fácil  trabalhar em meu consultório, dar palestras, liderar um grupo de células, trabalhar com evangelismo em uma comunidade e ainda administrar minha casa, mas, com Deus no controle, a gente tem vitórias, sim’.

A psicóloga conclui: ‘Há uma diferença entre a mulher que se diz cristã e a que tem um compromisso com o Senhor. Mulheres e homens que buscam estar no centro da vontade de Deus são pessoas sérias e podem ter vida de dupla ou até tripla jornada pois, mesmo assim, terão sucesso e vitórias em tudo aquilo que fizerem’. Quando há um relacionamento íntimo com Deus, Ele traz orientações precisas e práticas nas decisões a serem tomadas no dia-a-dia, ensinando a priorizar o que de fato é mais importante. Porque você demonstra o valor e a importância de alguma coisa, medindo a quantidade de tempo que você gasta nela. “Onde está o teu tesouro, ali estará também o teu coração” (Mt 6.21). 

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